terça-feira, 29 de janeiro de 2013

UMA BREVE HOMENAGEM A SÃO PAULO: MINHA ARCÁDIA PARTICULAR



Saudemos o céu negro, palco urbano, espaço de todos os estilos, saudosa maloca, os arranha-céus refletindo a luz do sol, horário de pico. 

Bares, cinemas, baladas, livrarias, cafés, sebos, prato feito, esquinas, batata frita, cruzamentos e encontros, muitos encontros. Horário tal, na catraca do metrô tal. 

MEUS GOSTOS: Galeria do Rock, Masp, Centro Cultural Vergueiro, Paulista, Augusta, os SESCs da vida, Praça Benedito Calixto - miscelânea cultural, Antigo Espaço Unibanco, Estação José Bonifácio, Vila Madalena, 25 de Março - viver é uma promoção imperdível, só nos resta aproveitar.

QUANTOS DESGOSTOS: violência, trânsito caótico, esgotos a céu aberto, desigualdade social, burguesia alienada, moradores de ruas, crianças no farol.

Eh, antiga PROVÍNCIA DE PIRATININGA, aqui é onde eu respiro melhor mesmo com toda a poluição.

A minha cidade é a minha pátria. Nela encontra-se de tudo, de conserto de roupas de mergulho a espadas de samurai, todos os serviços, de esteticista para gatos a repelentes para pombos.

E eu estava escutando aquela música do Itamar Assumpção que é um convite poético para caminhar pela Pauliceia. “Venha até São Paulo ver o que é bom pra tosse/ Venha até São Paulo dance e pule rock and rush/ Venha nesse embalo concreto fax telex/ Igreja da Sé faça logo a sua prece/ Quem vem pra São Paulo meu bem jamais esquece/ Não tem intervalo tudo depressa acontece.”

PARABÉNS, SÃO PAULO!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A SOLIDÃO DO HOMEM E AS SUAS AVENTURAS COM AS MULHERES



UM ESCRITOR começa a fazer um sucesso inesperado e mesmo atraindo a mulherada, ainda assim, se sente solitário. Esse é o mote do livro 'Mulheres' de Charles Bukowski e que acaba de ser adaptado para o teatro pelo dramaturgo Mario Bortolotto do Cemitério de Automóveis.

O engraçado é que eu pedi o livro no último amigo secreto e aproveito para compartilhar um trecho dele:

“Eu conhecia uma porção de mulheres. Pra que sempre mais mulheres? O que eu estava tentando fazer? Era excitante um caso novo, mas também dava um trabalhão. O primeiro beijo e a primeira trepada tinham uma certa dramaticidade. As pessoas são interessantes no início. Aos poucos, porém, todos os defeitos e loucuras botam as manguinhas de fora. É inevitável. Começo a significar cada vez menos para as pessoas, e elas para mim.”

Gosto dessa escrita enxuta e sem floreios do Bukowski. Acho essa prosa livre dele sensacional. Depois de ler o livro agora é a vez de conferir como ficou a adaptação teatral, pelo que eu conheço da obra do Bortolotto tenho certeza que deve ter ficado bem bacana.

A peça está em cartaz no Teatro Bar do grupo Cemitério de Automóveis, lá na Rua Frei Caneca, 384. O ingresso é de contribuição a voluntária.

sábado, 12 de janeiro de 2013

E OS SOBRINHOS SEGUEM CASANDO, AOS POMBINHOS TODA A FELICIDADE DO MUNDO

GOSTO DE CASAMENTOS. CONTRADITÓRIO E IRÔNICO para um solteiro convicto, um cara que nunca se sentiu um sujeito talhado para assumir uma relação séria. Mas a verdade é que eu acho muito bonito duas pessoas lá no altar, na frente de parentes e amigos, fazendo juras de amor eterno. Depois a festa, risos, danças e homenagens, a noiva jogando o bouquet, os pais do casal emocionados, as crianças correndo, a alegria compartilhada no embalo de música e copos de cerveja.

Admiro um homem e uma mulher dispostos a serem felizes juntos, a dividirem todos os momentos, dos mais alegres e sonhadores aos mais tristes e complicados. É O AMOR ECOANDO NOS MAIS SIMPLES GESTOS.
Esses dias conversando com o meu amigo Wander Von, ele dizia que o que ele mais gosta na vida é de quando volta do trabalho, chega em casa e dá um beijo e um braço na esposa.

Lembro do casamento do meu sobrinho Marcio Souza com a Gabriela Souza. Eu fui o último a sair. Sempre tenho dificuldade em deixar uma boa farra. Recordo do meu sobrinho falando: “Tio! Vamos embora, acabou a festa.”

E logo mais à noite é a vez do meu sobrinho Rafael Ribeiro de Souza se casar com a Patrícia Freitas. Com certeza, quando padre falar "Amém" e eles se beijarem. Um sorriso bobo vai tomar conta do meu rosto. É a alegria de um cara que gosta de ver os outros felizes, que mesmo tendo a uma solteirice alardeada e também feliz, talvez no fundo se emociona com o fato de ver pessoas fazendo aquilo que a cada dia ele se vê mais distante de fazer.

Que o novo casal SEJA MUITO FELIZ! O TIO GOSTA MUITO DE VOCÊS.

domingo, 6 de janeiro de 2013

VAMOS!






Agora é a hora. A estrada nos espera. Quero ver ao seu lado uma série de novos horizontes, com direito a um azul infindável. E fique tranquila, o nosso destino é pra bem longe de rios que não têm margem. É isso mesmo, tudo louco, mas tudo lúcido ao mesmo tempo, e outra, o que nós precisamos para viver nunca vai faltar: fé, esperança e amor. Vem comigo!