quarta-feira, 30 de maio de 2012

UM LADO B DO ALCEU PARA COMEÇAR BEM O DIA



"Não chore, menina bonita
Se Deus quiser
Te vejo na Marim guerreira dos
Caetés
De novo pra subir ladeira
Te dou meus pés
Olinda Marim tão bonita dos Caetés
Vamos embora, cabra-cabriola
Tá chegando a hora da gente
arribar
Vamos embora, já fui caipora
No jogo da sorte sempre dei azar
Vamos embora, sei do itinerário
Por aqui passamos, por ali passou
Uma 'a la ursa' da fita amarela
Abrindo janelas para o nosso amor"

(Alceu Valença)

terça-feira, 29 de maio de 2012

JORNALISMO, BOXE E UMA BOA HISTÓRIA PRA CONTAR




"Um escritor, assim como um boxeador, deve permanecer sozinho."








Como diria o Cazuza "Mentiras sinceras me interessam". Gostei dessa história: um jornalista procura alcançar o sucesso fazendo uma matéria sobre um antigo boxeador, uma velha lenda do boxe que vive perambulando nas ruas como mendingo.

Achei um filmaço em todos os sentidos, desde o roteiro até a interpretação do Samuel L. Jackson

O filme é de 2007, estreou no Brasil em 2008 com o título de "O Renascer do Campeão", mas só agora fui assistir, o engraçado é que ninguém me indicou, nem sabia da existência dele, passei na locadora, me interessei pelo título, li a sinopse e aluguei. 

Lembrei do quanto estou atrasado em relação ao cinema, e olha que eu gosto de filmes, sempre que sobra uma grana vou conferir alguns lançamentos na telona.   

Esse aí eu recomendo.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

DO ATO NATURAL DE PASSAR PELOS MALES E PELAS BELEZAS DA VIDA


O som da queda. O gosto amargo da derrota. A dor da perda. A maré do fracasso. O adeus a um ente querido. Sim! Num dia a vida atordoada com os seus dissabores.

Mas... num outro dia. O grito da vitória. O sabor do sucesso. O amor da conquista. As boas-vindas de uma amizade. Os beijos da pessoa amada. A vibração com o nascimento do filho. 

Sim! Tristezas jogadas pra escanteio, a vida segue fitando e encontrando um céu azul, um arrebol dourado há de surgir. Deus não é a estrela da manhã?

É só ter paciência, em breve, quando menos se espera, dias melhores cruzam a esquina da sua casa e batem na porta, ou esbarram do nada, pegam-lhe de surpresa.

Ah, vida, este viver de reviravoltas, dias bons, dias ruins, solicitando sempre a nossa atenção.  Tristeza e alegria, dois lados da mesma moeda.

Algumas vezes, não há mais tempo, em outras, sobra tempo. Certos momentos são carregados de luz, em outros, a luminosidade vai embora. 

Num dia, não há qualquer chance. Num outro dia, o sol se levanta. 

Todavia, em todos os momentos é preciso a  fé,  a esperança e o amor. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

PATA DE ELEFANTE



O trio porto-alegrense - Daniel Mossmann, Gabriel Guedes (ambos tocam guitarra e baixo), e Gustavo Telles na batera - faz rock and roll de primeira qualidade. 

Pelo que andei fuçando sobre o grupo na internet, os  músicos têm influências do som dos anos 60 e 70 como The Who, Eric Clapton, Beatles, Jimi Hendrix, além de compositores de trilhas sonoras de filmes. 

Não lembro de ter escutado um rock instrumental tão contagiante como o desses gaúchos. Há vários videos no youtube, vou deixar  abaixo um com a música "Soltaram". Quem quiser saber mais, é só jogar o nome "Pata de Elefante" no Google e ficar por dentro do excelente trabalho sonoro da banda.  

 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

À SOMBRA DAS SAVANAS UM LAGO QUE LEMBRA O MAR


Se fosse julgar apenas pelas pequenas ondas, pedras, areia branca e fofa, ilhas à vista, ou pela cor da água, ora verde-mar, ora azul-regata, todos diriam que se trata de algum pedaço de mar, mas não, na verdade este é o "Lago Malawi", uma das grandes atrações do país em termos de beleza natural.
Se por um lado Malawi não tem saída para o mar, por outro, possui um lago de ressonâncias oceânicas, dono de uma beleza incontestável, um lugar de visões paradisíacas para refrescar um cenário dominado por savanas.

Na crença malauiana é sobre o lago que nasce o sol. Ele tem um significado tão importante que o nome do país sempre está relacionado ao nome dele e vice-versa. 
Em 1891, por exemplo, quando se tornou território britânico, foi chamado de Niassalândia por causa do lago, que na época tinha o nome de “Lago Niassa”. Após a independência, em 1964, é registrado Malawi, seguindo a sintonia entre o nome do país e da sua atração cristalina, o lago é rebatizado de “Lago Malawi”
Existe até um time de futebol profissional lá chamado Lake Malawi, em homenagem a este cenário de atrações turísticas. Aliás, o local, neste trecho,em específico, é totalmente voltado aos turistas, e fonte de emprego para o malauiano, principalmente aos moradores da região de Salima, próxima do hotel. 

Quem um dia se interessar em conhecer o país, deve procurar a rede de hotéis Sun Bird, de origem sul-africana, oferece uma excelente infraestrutura aos turistas. Tomar banho de água doce num ritmo de mar, sereno e tranquilo, ou apenas se acomodar diante do visual encantador a fim de descansar a mente, é indescritível. 
 



É claro que nem toda a extensão de margem do lago deve ser de ambiente praiano, mas onde está localizado o hotel, na “Linvingstone Beach”, como é conhecida esta parte da “praia”, em homenagem a David Linvgstone (escocês, missionário cristão, médico, que ficou conhecido por desbravar o continente africano, lutando para libertar os povos da escravidão), qualquer semelhança com Ubatuba, no litoral paulistano, ou com qualquer outra praia do lado de cá do Atlântico é mera coincidência.


(Publicado originalmente em 22 de setembro de 2009, no blog do Projeto Malawi: http://projetomalawi.blogspot.com.br/
Todas as fotos tiradas por este fotógrafo picareta, no bom sentido é claro, que vos escreve, rsrsrs) 


domingo, 13 de maio de 2012

PARABÉNS, MÃE! TODOS OS DIAS SÃO VOSSOS





Daquilo que acontece de bom em nossas vidas o amor de mãe está no que há de mais sagrado.

Lembro da minha mãe me levando pra escola. Dela fazendo bolinhos de chuva, enquanto eu assistia desenhos. Minha mãe passando as tardes de domingos em algum parque da cidade.

Impressionante como o perfil que caracteriza a figura materna é algo bem cristalino, fácil e bonito de entender. “Leva a blusa, vai esfriar”. “Vai com Deus meu filho, cuidado!”. Exclusiva, terna e acolhedora é a sua voz. 

Mãe é psicanalista, seu colo é o divã dos filhos, pois tem o dom de decifrar os desejos e os dissabores, os sonhos e as desilusões das suas crias. 

Mãe tem a ver com aquela música do Cidade Negra “Amor que não se pede/ Amor que não se mede/ Que não se repete”. Sentimento tão forte que, creio eu, a maioria dos filhos é inepto a compreendê-lo, digo isso por mim.

Por isso nós dizemos mãe é mãe! 

É olhar carinhoso, é abraço gostoso, é ombro amigo. 

Sei que eu não sou um ótimo filho, que eu poderia ser bem mais presente em casa. Todavia, citando Torquato Neto: “Mamãe, mamãe não chore/ A vida é assim mesmo/ Eu fui embora.” Sim, mãe é um certo exagero também, quer manter os filhos embaixo de suas asas, mas no fundo, vontade à parte, ela sabe que não é bem assim.

Ainda bem que mãe também é coragem e, sobretudo, compreensão. “Mãe é viver pra amar”, dizia a frase de um caminhão. Concordo. Feliz Dia das Mães! Em especial pra Dona Iraci, beijos e gratidões.  

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A ESTRADA E O SEU FASCÍNIO




Acho que a estrada deveria ser um lugar sagrado, alguma espécie de igreja, manja? Um tipo de local santificado onde os demônios não tivessem vez. Não à toa tenho obsessões por estradas. Talvez por isso, às vezes eu sonho com uma estrada límpida pela frente.  

Pra mim a estrada é uma metáfora da vida construída no deslocamento, ora sul, ora norte, ora Mogi das Cruzes, ora Malawi. Uma incorporação de mudanças, aventuras, encontros e adeus. 

Sou fascinado pela estrada e as suas variações: céu azul,  paisagens, horizonte, posto de gasolina e afins, sem a mínima noção de latitude, ou longitude.

Eis a estrada, sempre um roteiro sem porto seguro que me conduz a esmo por caminhos desconhecidos, tortuosos, labirínticos e provavelmente sem saída. 

Uma trilha não apenas quilométrica, mas sonora, às vezes sob o som de um folk viajante do Neil Young, às vezes um triste blues que parece soar direto do Delta do Mississipi. 

A estrada é o meu único conforto, por isso, antes de pôr o pé na cova eu boto o pé na estrada. Gosto de quando ela sai de algum cafundó e termina em alguma praia, capturando o som das ondas, deixando-me de frente pro mar.

Gosto da estrada porque ela passa por todos os lugares, e sai de todos. Assim como um sujeito que toca violão num boteco a troco de bebida e comida, a estrada não está nem aí pra nada, apenas leva aqueles que buscam aventuras e estrelas perdidas.

Curto a estrada escrita nos livros de Jack Kerouac, onde ela é mística, profética e, acima de tudo, sonho.   

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A ÚLTIMA DANÇA DE MARY JANE

"Mary Jane Last's Dance", é uma das músicas que eu mais gosto do Tom Petty. Acho que ele acertou em cheio nos riffs da guitarra. Já a banda que o acompanha é muito boa. Preste atenção, no som que sai da gaita do tiozinho, demais, é só conferir no vídeo que coloquei logo abaixo.

E quando eu era criança, nessa celebre fase da vida onde tudo é possível, em se tratando da mente infantil, eu queria ser o Homem-Aranha só pra salvar a Mary Jane. Ah... nossa saudosa infância, tempo em que sempre tinhamos alguma fantasia, algum sonho antes do nascer do sol. 

E a minha primeira Mary Jane foi a garota que sentava na primeira carteira da sala, de frente pra professora, e só tirava 10 em Matemática. Já a mais recente, lembro muito bem da útima vez que a vi, da porta do bar, dançando,  enlouqucendo os meus sentidos de Aranha (risos). É... simples passagens da vida que ficam levemente presas nas teias firmes e fortes das nossas lembranças. 
APERTA O PLAY! E procure a sua Mary Jane pra dançar.

domingo, 6 de maio de 2012

"DEBAIXO DAS RODAS DE UM AUTOMÓVEL" O ESCÁRNIO E A DOÇURA DO AMOR




Este título acima é o nome de um livro de poemas do Rogério Skylab, que eu, certo dia, tive a sorte de encontrar num sebo. Entrei no estabelecimento só para me distrair, xeretar as prateleiras e lá estava a obra dando sopa, não resisti e comprei. Tem um soneto que eu gosto bastante, mescla um certo escárnio com uma dose de doçura sobre o amor, deixo registrado por aqui. 

CAFÉ DA MANHÃ

Esperávamos tanto um do outro
Imaginávamos até uma chuva eterna
Dessa vez tudo há de ser diferente
- foi o que tacitamente nos dissemos.

Cheguei a balbuciar algumas palavras
- todas elas dispensáveis -
na vã esperança de fixar o
volátil e o sem nome.

Terminado o gozo, porém,
viramos cada um pro lado  
e dormimos o sono dos justos.

De manhã, acordamos com os passarinhos,
não trocamos uma palavra,
tomamos café e nunca mais nos vimos.

(Rogério Skylab)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

PORRE, ROCK & POESIA

O camarada passa a noite trocando algumas ideias com os amigos, chega em casa pela manhã completamente bêbado, mas não pode dormir, pois tem compromissos profissionais nas próximas horas, então ele vai pra de baixo do chuveiro, ameniza a brisa, depois coloca o som do Buddaheads no youtube, e deixa o tempo passar. Se liga:




Se não bastasse, o camarada vai quase que se arrastando até a prateleira, saca um livro de poesias do velho "Buk", acomoda o corpo ressacado no sofá,  e lê: 

quatro e meia da manhã
os barulhos do mundo
com passarinhos vermelhos,
são quatro e meia da
manhã,
são sempre
quatro e meia da manhã,
e eu escuto
meus amigos:
os lixeiros
e os ladrões
e gatos sonhando com
minhocas,
e minhocas sonhando
os ossos
do meu amor,
e eu não posso dormir
e logo vai amanhecer,
os trabalhadores vão se levantar
e eles vão procurar por mim
no estaleiro
e dirão:
"ele tá bêbado de novo",
mas eu estarei adormecido,
finalmente, no meio das garrafas e
da luz do sol,
toda a escuridão acabada,
os braços abertos como
uma cruz,
os passarinhos vermelhos
voando,
voando,
rosas se abrindo no fumo
e
como algo esfaqueado e
cicatrizando,
como 40 páginas de um romance ruim,
um sorriso bem na
minha cara de idiota.

(Charles Bukowski)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ZÉLIA NOS VERSOS DE ITAMAR


Zélia Duncan parada numa esquina, violão empunhado com estilo, cantando Itamar Assumpção num dia cinzento. Gostei. Essa música do saudoso Itamar tem um clima bem curioso, aliás, assim como grande parte do seu repertório. E outra, tem uma letra simples e descontraída sobre as surpresas do amor. Caiu bem na voz da Zélia. Em relação ao clipe, ele faz parte da coleção de videos "Música de Bolso", tem uma porrada de gravações legais com músicos bacanas. É isso aí.