Daquilo que acontece de bom em nossas vidas o amor
de mãe está no que há de mais sagrado.
Lembro da minha mãe me levando pra escola. Dela fazendo
bolinhos de chuva, enquanto eu assistia desenhos. Minha mãe passando as tardes
de domingos em algum parque da cidade.
Impressionante como o perfil que caracteriza a
figura materna é algo bem cristalino, fácil e bonito de entender. “Leva a
blusa, vai esfriar”. “Vai com Deus meu filho, cuidado!”. Exclusiva, terna e
acolhedora é a sua voz.
Mãe é psicanalista, seu colo é o divã dos filhos,
pois tem o dom de decifrar os desejos e os dissabores, os sonhos e as
desilusões das suas crias.
Mãe tem a ver com aquela música do Cidade
Negra “Amor que não se pede/ Amor que não se mede/ Que não se repete”.
Sentimento tão forte que, creio eu, a maioria dos filhos é inepto a
compreendê-lo, digo isso por mim.
Por isso nós dizemos mãe é mãe!
É olhar carinhoso,
é abraço gostoso, é ombro amigo.
Sei que eu não sou um ótimo filho, que eu
poderia ser bem mais presente em casa. Todavia, citando Torquato Neto:
“Mamãe, mamãe não chore/ A vida é assim mesmo/ Eu fui embora.” Sim, mãe é
um certo exagero também, quer manter os filhos embaixo de suas asas, mas no
fundo, vontade à parte, ela sabe que não é bem assim.

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