sexta-feira, 29 de junho de 2012

NAS ONDAS DA RÁDIO ABC




Nesta semana eu participei do programa do radialista Milton Grenzi, na Rádio ABC, aqui em Santo André, que ocupa a frequência AM 1570.

Fui lá junto com o meu amigo e companheiro de trabalho, o Tony Duarte, para falar de um dos programas que produzimos na Rede CO TV: o ECO Debates. 

O Agnaldo Lançone que é do departamento comercial também foi lá nos acompanhar. Joguei a câmera fotográfica na mão dele e até que ele mostrou levar jeito pra coisa, tirando umas fotos legais, essas que eu posto aqui. 

Gostei da brincadeira. Foi a primeira vez que eu falei como entrevistado num programa de rádio. Experimentar o dinamismo desse veículo de comunicação é algo bem bacana.

E que baita radialista é o Milton Grenzi, o cara tem uma voz de trovão misturada com a de um cantor de bolero porto riquenho. Sensacional. Sem falar na simpatia caracterizada por tudo que um profissional da área busca: excelente dicção, facilidade de expressão e objetividade. Parabéns, 

Grenzi, virei seu fã.

É claro que ao lado de dois baitas radialistas e jornalistas como o Milton e o Tony o melhor que eu podia fazer era falar menos escutar mais. Resultado: apesar do pouco tempo de participação, aprendi bastante.

Valeu, Rádio ABC, um abraço a todos os profissionais que aí estão.

Ah, pra quem mora aqui na região do grande ABC, uma dica: sintoniza a Rádio ABC: AM 1570.  

Abaixo segue alguns flashes da nossa participação:








Milton Grenzi, o radialista que é pura simpatia 









 Milton e Tony



 Milton Grenzi, lendo o recado do ouvinte.



Eu com o sorriso aberto, seguindo o clima descontraído do programa do Milton.



 Milton Grenzi e Tony Duarte, falando sobre a mídia regional.


 Agnaldo Lançone, Tony Duarte, Milton Grenzi e Eu.
 

domingo, 24 de junho de 2012

A SERPENTE, OS DIAS QUE VÃO, AS MUDANÇAS E O NOSSO PASSAR BEM




Perguntaram como eu estava. Na hora eu disse que tudo ok. Também falei que os dias iam passando rápidos como uma serpente que se move de maneira veloz pelo deserto de Gobi.

Mas pensando melhor, num olhar mais realista, uma serpente, seja em qual for o deserto, também pode se arrastar lentamente e até com certa sonolência.

E assim os meus dias guem como uma conversa variada, às vezes felizes, às vezes tristes; agitados ou calmos.

Eh, vida, vida louca como rimou o Mano Brown, você e as suas eternas contradições, dilemas da nossa existência.   

A verdade é que hoje eu olhei para o lendário em levei um baita susto. Nossa! Já estamos em junho, metade do ano se foi e tanta coisa que eu ainda preciso fazer.

Tudo indo ligeiro demais: as horas, as perspectivas, as vontades e os sonhos começando e acabando num abrir e fechar de olhos.

A impressão que dá, ilustrando até com um exemplo bem das antigas, do tempo em que dava pra viver sem celular, é daquele cara que só tinha uma ficha e precisava ligar pra mulher desejada e dizer tudo o que sentia em apenas três minutos. Porra! Às vezes precisamos de mais tempo para as mais diversas situações, independente do ponteiro seguir rápido ou lento demais.

Talvez por isso, quando me perguntaram como eu estava, eu pensei em mim e nos meus dias, vindo na mente de modo repentino a imagem de alguma espécie de serpente se arrastando por algum desses desertos sem fim.

Esse réptil que é até personagem bíblico e sabe que vai ter que trocar de pele para se transmutar, aceitando o que vem de novo - entre tantos significados -, também representa essa força, essa energia de assimilar novas ideias e inspirações diante das mudanças da vida, para o melhor ou para o pior. E na verdade, creio eu , é assim que as coisas são.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A EMOÇÃO CORINTHIANS




Danilo comemora o gol de empate do Corinthians


Crédito da foto: Leandro Moraes/ UOL
Fonte: UOL



E ontem à noite um GRITO tomou conta da CIDADE:

Foi aos 2 minutos do segundo tempo, GOOOOOL!!! Da classificação, É DO TIMÃO eliminando o time do Neymala... Agora o jogador santista vai ter o tempo que ele queria, mai
s tempo para pintar e alisar o cabelo, mais tempo para fazer comercial e participar de clipe de música brega.

kkkkk

Repare só uma coisa, meu caro amigo, minha cara amiga, torcer para o Corinthians é uma experiência estética e emotiva comparada a uma leitura de Shakespeare, Tolstói ou do nosso ilustre Machado de Assis, torcer para o Timão é o mesmo que apreciar um quadro do Van Gogh ou assistir a um filme de cineasta francês. Pura arte! Que coisa linda linda!

Um forte abraço a todos os corintianos.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

COMÉDIA OBRIGATÓRIA PARA QUEM DESEJA SER JORNALISTA



Vocação jornalística à parte fica aqui a dica de uma película humorada que tem muito a ensinar aos estudantes e pretendentes dessa profissão que segundo o Gabriel García Márques é a mais fascinante do mundo.

A Primeira Página. Este é o nome de um filme do genial diretor Billy Wilder que eu recomendo. Lançado em 1974 é sem dúvida um dos melhores sobre o jornalismo. 

Conta a história de um repórter interpretado pelo ator Jack Lemmon que decide se casar e abandonar o jornal na véspera da execução de um criminoso.

Só que o condenado consegue fugir, e o editor do jornal não quer perder seu principal jornalista antes de ter esse episódio apurado. E por aí é que se desenvolve a trama.

O bacana do filme é que ele consegue retratar bem o que seria as principais qualidades de um jornalista: viver permanente em estado de alerta, pensar rápido, ser dinâmico, estar sempre preparado para ser um homem de ação em qualquer circunstância.

Vale lembrar que o Billy Wilder foi repórter, talvez por isso, soube produzir de maneira maneira divertida e inteligente tanto a moldura do jornalismo quanto a figura do jornalista. 

domingo, 17 de junho de 2012

MÚSICA DE VIAGEM, MELODIA PARA DIZER TCHAU, SEGUIR EM FRENTE




Bacana e gostosa de ouvir essa canção que está no filme Na Estrada, do diretor Walter Salles. É realmente um som pra viajar, sonhar, sorrir, pegar a estrada e ir em frente. Aliás, não vejo a hora desse filme estrear no cinema. 

As fotos que aparecem no clip também já entregam que a fotografia ficou excelente, parece que é o mesmo fotógrafo do Diários de Motocicleta.

Pra quem não sabe, esse filme é uma adaptação de On The Road, o clássico do escritor Jack Kerouac

É um dos livros que mudou a minha vida, influenciou a minha maneira de ver o mundo e me incentivou a seguir o sol pela rota do poente.

Kerouac não escrevia simples relatos de viagens, o cara tinha o dom de jorrar no papel toda uma aura de transgressão, reflexão poética e espiritual, tudo na base de muita ação e emoção.

Por isso, não vejo a hora de assisti-lo, por enquanto eu vou curtindo essa bela canção que está na trilha sonora. SHOW!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ENQUANTO ISSO, EM 14 DE JUNHO DE 1942



Anne Frank começava a escrever o seu diário, relatando o drama dos judeus por causa da ocupação nazista na Holanda. 

Vítima do holocausto, ela morreu aos 15 anos num campo de concentração. Suas anotações que viraram o Diário de Anne Frank é um dos livros mais traduzidos no mundo. 

Uma lição de atitude, comportamento e, sobretudo, de vida que uma garota, uma criança na verdade, diante de tanto sofrimento deixou para a humanidade. Quem ainda não leu, fica aí essa dica literária. 



"... Daí, este diário. A fim de destacar na minha imaginação a figura da amiga por quem esperei tanto tempo, não vou anotar aqui uma série de fatos banais, como faz a maioria. Quero que este diário seja minha amiga e vou chamar esta amiga de Kitty. Mas se eu começasse a escrever a Kitty, assim sem mais nem menos, ninguém entenderia nada. Por isso, mesmo contra minha vontade, vou começar fazendo um breve resumo do que foi minha vida até agora."

Domingo, 14 de junho de 1942

terça-feira, 12 de junho de 2012

É...



E como hoje é o Dia dos Namorados, republico uma postagem do meu antigo blog que eu acho que tem a ver com a pauta romântica do dia:



O amor e as suas relações certeiras de causa e efeito. Sempre o coração, ilógico como ele só, para provocar certos desajustes mentais. 

Eis um sentimento que consegue nos deixar entre o cômico e o melancólico, como nesse interessante filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", do qual eu deixo um clipe maneiro para  apreciação. E ainda tem essa música do Beck que é uma baita melodia.

E hoje eu lembrei de uma Gata que passou pela minha vida. Faz um tempo que não a vejo,  lembranças, lembranças, lembranças. É... faz parte da vida. 

domingo, 10 de junho de 2012

DA FALTA DE PERSONALIDADE AO AGIR POR CONVENIÊNCIA, NADA MAIS SINTOMÁTICO NOS TEMPOS ATUAIS








Obra de Francis Picabia, pintor francês, craque do dadaísmo e do surrealismo.











Tomando cerveja com um brother e conversando sobre caráter e firmeza na personalidade. Algo ligado àqueles que não voltam atrás por qualquer motivo. Tudo a ver com pessoas que o tempo passa, elas mudam de maneira natural, mas não perdem a sua essência, os seus valores.

Falávamos sobre essas nobres e extintas questões como atitude própria e honrada. Lembrávamos que não é tão fácil encontrar alguém com tais qualidades.

Trazíamos à mesa situações em que cada um já ficou na mão - foi pego de surpresa - por conhecidos e até amigos que nas mais variadas situações agiram por conveniência.

Sabe quando você conta com alguém e depois percebe que era tudo encenação, que a sua presença era apenas um tapa buraco ou então apareceu algo mais apropriado e você foi colocado pra escanteio.

Pura sacanagem. 

Sem falar que haja caráter teatral pra submeter seja quem for, uma namorada, um amigo, um parente, uma paquera ou um simples colega do serviço a algum tipo de contexto que muda conforme "o convém".

O pior é que quem trata os outros assim ainda se acha por cima e nem se toca da total pobreza de espírito que é agir como se tudo fosse um manipulável jogo de Lego.

E tome falta de respeito com o próximo.  

Sinalizamos e concordamos do quanto é desagradável ser tratado como uma opção, seja nas amizades, nos relacionamentos ou em qualquer esfera da vida.

Tentei explicar a minha opinião. Não sei se o brother entendeu, nem sei se fui claro. Aliás, a ideia não era tirar uma resposta exata. Apenas refletir sobre esses assuntos entre um e outro gole de cerveja. 

Enfim, eu acho que não é por aí. 

Eu procuro não ver ninguém como opção. Não sou do tipo que chama alguém por pra sair e se não dá certo fico que nem louco ligando, tentando encontrar alguém pra preencher uma vaga. Não mudo de cenário, pensando só no meu Eu e esquecendo quem está comigo, quem contava com a minha persona.  

Nessas situações sou mais andar sozinho do que pensar em aluém como lado B. Lembro do Renato Russo cantando: "É preciso amar as pessoas como se não houvessem amanhã". E ser sincero, jogar limpo é uma maneira de amar quem nos cerca. 

Ter a serenidade de que antes de pensar no meu ego é preciso respeitar e ser sincero com o meu próximo é algo que eu não abro mão.

Vamos evitar ações convencionais. Sem essa de tratar os nossos chegados como meros tratados convencionais. Deixa isso pra política. Também não somos mais crianças que só querem saber quem é o dono do brinquedo, já estamos todos bem grandinhos. 

É melhor assim, vai por mim.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

LEMBRANÇAS PANTANEIRAS




"No Rastro da Lua Cheia". Como é linda essa música, parceria do Almir Sater com o Renato Teixeira. Lembro das noites que eu passei no Pantanal, paquerando a cintilância de uma Lua Cheia

que parecia se derramar naquela imensidão verdejante, irradiando a escuridão da noite, enquanto tomava pinga e batia um papo descontraído com os peões da fazenda. 

Momentos em que estive absolutamente fora do horário de Brasília, liberto de qualquer ideia de compromisso, desconectado da minha vida urbana. Foi emocionante perder-se por aquela estrada chamada "Real Parque", naquele entardecer dourado. 

Era como se eu estivesse em outro plano, outra estratosfera, biosfera, ionosfera... Uma trip metafísica. Muito além dos conhecimentos geográficos. Mas como diz um trecho da canção: "Lembrança ainda me resta/ Guardada no coração..." Um dia eu volto.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

ENSINAMENTOS DE THOREAU





"Cuidado com todas as atividades que requeiram roupas novas."

"Um homem é rico na proporção do número de coisas de que ele é capaz de abrir a mão."

 
"Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos. "


"Qualquer idiota pode fazer uma regra e qualquer idiota a seguirá."


"As coisas não mudam, nós é que mudamos."


"Caminhar sem rumo é uma grande arte."


 
Henry David Thoreau era o nome da fera, o cara foi poeta, naturalista, filósofo, ensaísta e amante da natureza. Viajou pra tudo que é lado, ficou dois anos morando num barraco, na frente de um lago, onde sobrevivia do trabalho natural. "A Desobediência Civil", um dos textos mais conhecidos de Thoreau, escrito em 1849, influênciou personalidades como Ghandi, Martin Luter King e Tolstoi. 

Conheci a obra dele quando comecei a pesquisar sobre o movimento hippie, nos tempos da faculdade de jornalismo. Um dos meus sonhos de mochileiro é quem sabe um dia, passar por alguns lugares que ele viajou.

terça-feira, 5 de junho de 2012

ESCARAFUNCHANDO O AMOR




Recentemente li “Ensaios de Amor” de Alain de Button. Gostei. O cara entende do assunto. Está tudo lá, todos os meandros do amor, das suas necessidades às suas incompatibilidades, das decepções às realizações, do ato de amar a ser amado, da paixão à traição, do desejo ao adeus – e dá-lhe dilemas. É um verdadeiro convite à reflexão.


E alguns trechos tive a impressão de que o autor trata o amor como um colecionador de obsessões. E o pior é que é verdade. Tem alguma espécie de loucura que é melhor a gente nem se arriscar a entender.


Não que o amor não valha a pena, não é esse o xis da questão. 


Como diz um texto do Pedro Bial: "Bom é amar, ruim é amar."


É claro que tem o lado bonito do amor, é óbvio que há lindas histórias feitas por esse sentimento quando ele tende a ser nobre.


Porém, tem também uma teia de aranha, um tipo de armadilha confundindo o gostar razoavelmente de alguém e o amar verdadeiramente. E aí meu compadre, minha amiga, cuidado! Pode ser a cilada, aquilo que vai te deixar sentindo o sabor amargo do fracasso.


E vamos falar a real, o ser humano tem talento pra ser achar um fracassado. Ainda mais quando o assunto é relacionamento, coisas do coração.

Aí os românticos que me desculpem, mas em momentos da vida, como bem questiona De Botton,  o amor precisa ser abandonado como cigarros, deixa pra lá, faz mal.


Lendo esse livro, a leitura subjetiva que eu fiz é que diante de um sentimento tão complexo e maluco o melhor a fazer é se iludir o menos possível.


Eu sei que às vezes é difícil, que o ser humano tem aptidão em idealizar romances e fazer planos a dois, mas é bom sempre deixar o alerta ligado.


Há sempre coisas melhores por aí tanto pro homem quanto pra mulher. Uma hora um dos dois vai se distrair, aí entra outra pessoa na jogada, alguém que fale melhor, que se vista melhor, que ofereça algo melhor; ou que seja somente diferente e deixa a senha para a moeda de troca, a trilha pra outro caminho.  


O fato é que em algum momento do um relacionamento, desejos e objetivos distintos entre casal podem surgir. E na boa, não há nada que possa mudar isso.


Mas apesar de apesar de todo o risco, alguns seguem tentando, outros já desistiram escreveram um dane-se e ponto final. E é esse dilema com ares de saga que nos acompanha até o fim.


É esse enredo cujo tema é endereçado a todos nós que Alain de Button sabe escarafunchar e escrever por meio de pensamentos e explicações filosóficas, esbanjando inteligência e propriedade. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

ARQUIVO DE TRILHA SONORA



E ela tinha uma camiseta do The Cure. E hoje eu pensei em momentos do passado e em antigas canções. Eu viajo na melodia e no ritmo meio dançante desse som. Talvez por inspirar um jeito de viver sob a totalidade da emoção. Uma música emblemática dos anos 80 daquele que foi um dos grandes símbolos do rock inglês: The Cure tem lugar cativo na era das “guitar bands”. Escuta aí! BOM FINAL DE SEMANA A TODOS.