quarta-feira, 8 de agosto de 2012

LETÍCIA



Quando ela nasceu eu não tinha noção que seria uma criança tão importante na minha vida. Ela é filha de um casal de amigos, Aliciene Castilho e Thiago. Por causa do trabalho deles, quem acabou cuidando dela durante seus primeiros anos de vida foi a minha mãe.

Nesse tempo eu trabalhava muito em casa escrevendo para uma revista. Lembro dela entrando no meu “escritório-dormitório” e aterrorizando, mexendo em tudo, querendo pegar os meus livros e puxar as cordas do violão.

Mas aí ela começou a falar, me chamar de Tio Fábio e direcionar os seus primeiros sorrisos para mim, resultado: a pequena me conquistou, mas continuou aterrorizando, metia a mão no teclado enquanto eu escrevia e pedia para eu desligar o computador e ir assistir desenhos com ela.

Quantas vezes eu parei o serviço para atender os seus pedidos. Quando me dava conta estava na sala vendo o tal do Cocoricó e outros daqueles programas infantis da TV Cultura.

E dias atrás ela completou 06 anos, o fotógrafo Guilherme Balconi, responsável pelos flashes oficiais da festa, tirou essa foto bacana e gentilmente mandou pra mim. Valeu, Guilherme!

É gracioso como alguns sentimentos nunca acabam. O tempo passou, hoje ela está maior, não fica mais sob os cuidados da minha mãe, agora está na escola, eu também não trabalho mais em casa, mas quando nos encontramos é uma festa só.

Assim que eu cheguei no aniversário, ela veio sorrindo na minha direção e falou: “Vamos brincar na piscina de bolinhas Tio Fábio”. Muito bom ouvir isso. É o carinho de uma criança, alguma espécie de amor fraterno que, creio eu, engradece muito a vida de todos nós.

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