domingo, 29 de julho de 2012

PLAYCENTER E OS DIAS QUE VÃO PRA NUNCA MAIS




Que pena. Essa foi a primeira sensação que tive quando li a notícia do seu fechamento. Afinal, agora é certo que vai fazer parte dos dias que vão pra nunca mais voltar.

Meu caro amigo, Playcenter, gostaria de dizer que os seus dias de maiores glórias coincidiram com a minha adolescência e juventude. És um grande personagem na galeria dos quarentões e trintões como eu.

Ah, Playcenter, sabes quantas aventuras me proporcionou?  Sabes a importância que teve em várias das minhas tardes de domingo lá pelos idos dos anos de 1990?

Como esquecer a paisagem surreal do seu arquitetônico espaço de brinquedos. E as excursões no tempo da escola, sempre algo inesquecível, foi assim no tempo em que nós brincávamos com você.  

Nenhum outro parque mereceu tanta atenção na vida do paulistano quanto você.

Há outros parques espalhados por aí, aliás, dizem que vão abrir outro mais moderno no seu lugar, mas com você passava algo distinto, era senhor de um clima festeiro e de diversão sem igual, suas filas lotadas eram cenários de paqueras e brincadeiras sempre sob o som de músicas em ritmo de baladas.

Marcantes momentos da minha adolescência correram em teus brinquedos, sempre com afinidade e entusiasmo.

Os braços abertos no Evolution, os braços pra cima no Barco Viking. E quantos outros instigantes brinquedos. Que divertido!

Realmente sabias como alegrar. Quantas risadas, quantas emoções, quantas quedas, quantos saltos e sobrevoos nos seus brinquedos, quantos beijos juvenis e descontraídos nas suas quilométricas filas.

No seu espaço muitos jovens e crianças sonharam divertidos e ingênuos sonhos; e eu fui um deles, obrigado.

Adeus, Playcenter, a vida segue, o tempo passa, as gerações mudam, mas, por mais que acabem, algumas coisas nunca se movem, tenha a certeza disso, quem te conheceu, quem fez parte da tua história, jamais te esquecerá.    

quinta-feira, 26 de julho de 2012

UM MOMENTO DE RARO DELÍRIO



Alô! Aqui é Emanuelle, secretária do jornalista Fábio Bézza. Ele não está no momento, mas eu anotarei e passarei o seu recado". Eu imaginei essa cena. Deixa eu explicar o porquê. 

O leitor e o amigo que acompanha um pouco das minhas andanças no jornalismo sabe que eu venho ralando há algum tempo a fim de encontrar o meu pôr do sol profissionalmente e financeiramente falando.

E, nesta semana, vai vendo, falando com um dos produtores independentes da TV onde trabalho, falei com uma secretária cuja voz tranquila e suave me atendeu educadamente e sensualmente. Assim que eu desliguei vislumbrei uma imagem profética, ou melhor, como disse no título do post "Um momento de raro delírio".
Lá estava eu, no topo da carreira, um homem procurado por veículos de comunicação do mundo inteiro. 

O pessoal do New York Times me pedindo um artigo sobre a influência de Dostoiévski nos escritores da geração beatnik. A National Geographic solicitando as minhas recentes fotos do mundo animal, como a que tirei de um leopardo devorando um macaco. A Playboy pedindo um texto para ilustrar o ensaio fotográfico de alguma beldade do panteão global. A revista Vida Simples requerendo uma reportagem nirvânica e mística sobre os hippies que vendem artesanatos na Praça da República.

E sempre, sempre, enquanto os barões da mídia ficavam a minha procura, Emanuelle, seguia falando: "Alô! Aqui é Emanuelle secretária do jornalista Fábio Bézza. Ele não está, mas eu anotarei e passarei o seu recado".

Na minha visão futurística,
Emanuelle, um pouco diferente da loiraça da foto que ilustra o texot, surge numa moldura mestiça, mais de ascendência japonesa do que brasileira. Vinda ao mundo num corpo sobrenatural traçado por uma beleza devastadora, um capricho dos deuses que amam, protegidas pelos anjos pregadores da alegria e do prazer.

Emanuelle
sentada de maneira comportada, com as pernas compridas cruzadas, o longo cabelo amarrado num coque estilo de gueixa, anotando as notícias alvísseiras ao meu respeito, passando as boas-novas do universo inventado por Gutenberg para o ex-jornalista da sarjeta, agora, profissional requisitado pelos medalhões da imprensa. 

Eu, em plena forma literária, filosófica e jornalística, escrevendo todos os tipos de textos, de gêneros e formatos: editoriais, reportagens, contos, crônicas, aforismos, sátiras, artigos e tudo mais. 

E da minha mesa, trabalhando como um louco, escrevendo em ritmo frenético com a xícara de café ao lado do teclado, feliz da vida e escutando Emanuelle dizer: "Alô! Aqui é...   

segunda-feira, 23 de julho de 2012

UMA BOA SEMANA A TODOS



Como diz a letra desse som do Natiruts, aliás, grupo de reggae dos mais refinados, sempre com músicas cheias de energia e de positivas vibrações: 

"Leve com você 
Só o que foi bom 
Ódio e rancor 
Não dão em nada, nada

Ouço aquele som 

Lembro de você
Como acabou
Mas ... não tem nada não 

Só guardo o que foi bom no meu coração 
O amor é como o sol 
Sabe como renascer 

Sinto o calor 
De mais um verão 
Tudo ganha cor 
E de nada vai valer lamentar a dor 
Nós temos que seguir em frente 
A vida não parou 
Vai ser dificil esquecer tudo o que passou
Mas são as quedas que ensinam a cultivar o nosso amor
Pensar no nosso futuroPensar no nosso futuro 

E ser feliz"

É isso aí! Um forte abraço!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

ADELE COM REGGAE



Muito boa ficou essa versão. A voz doce e sem atropelos dessa talentosa cantora com a contenção e a suavidade rítmica do reggae. Bacana! Bom de ouvir.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O TIPO DE HOMENAGEM QUE TE EMOCIONA

É bacana receber homenagem, quem não gosta de ser alvo de palavras edificantes e motivadoras. E o meu amigo Tony Duarte, jornalista e âncora dos melhores, nível Rede Globo, postou esse comentário sobre a minha pessoa lá no facebook
Palavras certeiras que eu vou lembrar pra sempre:

Pensando, nos grande amigos, da Rede eco tv, canal 09 digital da net, 96 analógico, Vander Von, Suelen, Bezza, Bira, André, Gabi, Nilda, Italo, Elton, Bruna, Aguinaldo, e outros. Semana passada, encontrei meu amigo, o poeta do agreste, Antônio do Espírito Santo, falei do Fábio Bezza pra ele. O poeta tão impressionado com a destreza do amigo Bezza, resolveu rabiscar algumas linhas para o nobre jornalista e ficou assim:

Não peço que arrazoeis sobre o universo,
contudo, peço, não paire, suspenso, denso,
nas coisas que executas, escuta...
Todo o passado, acaso te lembras
Refina, o hálito sereno das madrugadas,
vais encontrar o valor de tuas meditações,
ações, maduras, seguras de teu nobre caráter

Levanta, encoraja-te, às sombras das montanhas,
sanha, de cavaleiros menestréis, fiéis,
isso bem sei que abrigas e não te fadigas,
em proferir verdades, escudo anti maldades,
Penera o ouro e colherás prata,
Ingrata, torna-se por vezes, tua lida,
todavia, confia, na essência de vossa vida

De agreste, rude e longinquo, vem teu sangue,
d(i)amante da fala, a arte escrita,
ao Sul, onde Bezerras, assinam Bezzas,

Trazes no espírito, teu corpo metafísico,
na graça sufixo e o olor dos engenhos,
destila caiana, e provas mel, doce cana
sinal viçoso de tua raça pernambucana.

Agradeço aí ao poeta que só me conhecendo de ouvir falar versou ao meu respeito. Muito gratificante, valeu!

domingo, 15 de julho de 2012

SE FOSSE SÓ SENTIR SAUDADES, MAS...



É algo que vai além da palavra saudade, é a ausência, é o desassossego, é a inquietação, são as vibrações rebeldes de um coração solitário, é um sentimento tão forte que chega a abraçar tempestades. 

São as marcas espalhadas pelo tapete da sala.
 
Um céu nublado. Um beijo que ficou e que teimosamente não morreu no ar, muito pelo contrário, corre no embalo do vento. Um olhar fixo que aprisiona os sentidos. 
É a brisa. É ela aceitando o convite de dançar uma música lenta no final da festa. É a lembrança do adeus na estação de trem. A despedida.
 
A expectativa de chegar na última frase do romance. 
São as ilusões da juventude que fugiram pela porta dos fundos, enquanto todos asssistiam a televisão. 
O inevitável piscar de olhos. Seria o vacilo?
 
É a eterna volta pra casa. É descobrir que há estrelas caídas, além das rosas cheias de espinhos. Rosário da nostalgia. Vontade de visitar o passado, só pra encontrar o tesouro antes dos piratas.
 
Uma vontade de navegar pelos sete mares, só pra conferir pessoalmente se a terra é redonda, se é verdade que tudo gira nesse planeta azul, onde a saudade pode ser uma simples tarde de chuva, quem sabe apenas um começo, mas, provavelmente, o fim.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PARABÉNS, ROCK

E já que hoje é Dia de Rock, dia de celebrar esse que é o mais ENDIABRADO gênero musical. Deixo aqui um clipe do LED ZEPELIN, que é sem dúvida uma banda que está na lista das minhas TOP 10 desse estilo que se redefine nos mais variados formatos e acordes. AUMENTA O SOM QUE ISSO AQUI É ROCK AND ROLL, PORRA!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

ELA, AS TATUAGENS E EMPOLGANTES SINAIS



Ela chega de vestido florido, um colar com madrepérola no pescoço, sandálias, flores no cabelo, papo cabeça, um estilo que alardeia Woodstock

Convido a tomar uma gelada, como normalmente se faz nessas situações. Ela senta, cruza as pernas à la Sharon Stone em Instito Selvagem. Sinto-me abduzido. 

Ela exibe algumas tatuagens nos braços e no ombro direito, cada desenho uma história, cujo roteiro mostra a contramão que é a sua vida, hesitações, labirintos, sala vazia, letras do Bob Dylan, poesias de Hilda Hilst
Também diz ter mais algumas tattoos na região da lombar, aí já são outros significados, figuras de tesouros e sereias, reis e valete de paus. Imagino eu. 

Enquanto fala, em alguns momentos, alisa o meu braço, é o tipo de pessoa que gosta de falar pegando, mas tudo bem, tem a mão quente e a pele macia.

No meio da conversa, um cara bem marombado passa perto da mesa, ela diz:

- Que exagero, muito forte assim o homem perde a naturalidade, fica muito forçado, né? 


Dá para perceber que no seu modo de encarar o mundo tudo deve soar natural, meio zen, meio domingo no parque, meio balanço de rede, meia dose e pode fechar a conta. 

A voz mansa, a fala bem pontuada, transmite isso. É uma tarde de verão, no entanto, a atmosfera do ar remete a delicadeza de uma manhã de outono.

Ela acende o cigarro, eu abro uma página do meu livro de bolso, cito
Marquês de Sade:
"Antes de ser um homem da sociedade, sou-o da natureza." 


Agora, o silêncio, mergulho fundo no seu olhar, me pego numa visão surrealista, vejo algas balançando no verde mar dos seus olhos, mas, nem dá tempo de decifrar, em seguida volto à tona. 
Ela percebe a minha viagem e solta um sorriso sem graça. Olhamos para as garrafas vazias de cerveja na mesa, bitucas de cigarro queimando no cinzeiro, o menu aberto na porção de fritas.
- Vamos sair daqui? Ela balança a cabeça, concordando com a ideia. 

- Pra onde vamos? Ela pegunta. Eu não resisto, dou uma sugestão "indecente". Mas o cúpido diz amém. Seguimos pela avenida, olho para o sinal do semáforo: está verde.     

domingo, 8 de julho de 2012

AMÉRICA, AHORA SÍ, É NÓIS, BIENVENIDA AO CORINTHIANS


Inspirado pela poesia América de Allen Ginsberg e empolagado com a conquista do meu Corinthians na Taça Libertadores, resolvi homenager esse grande feito do Timão à moda do poeta beatnik. 



América, 04 de julho de2012, Corinthians 2 x Boca Juniors 0.

América, o time que mais fornece sentimentos aqui no Brasil, de amor pela sua torcida e bronca dos outros clubes, é o novo
dono da sua tal Taça Libertadores.

América, nunca na história da sua competição um time precisou jogar tantos jogos - catorze né? - para ser campeão invicto. Um grande feito digno dos seus povos, dos incas aos pernambucanos.

América, AHORA SÍ, pertence a uma torcida vibrante, digna de cantar mais alto por estas suas bravas terras, do estreito de Magalhães até Sierra Madre en Mexico.

América, o corinthiano tem a invenção na hora de falar, na hora de criar gritos e cânticos da arquibancada.

Mas América, fica de boa, respire com alegria, com o time do Parque São Jorge todo o poder emana do povo.

América, a sede do seu futebol agora fica aqui na Zona Leste, São Paulo, não número tem, aliás, nem estádio tem. Parece que está saindo um agora. Mas relaxa, não esquenta, mesmo assim é um time cheio de moral daqui da área, Metrô Itaquera.

É, América, vai se acostumando, com se com esse novo campeão não tem frescura. É o time que nasceu da classe operária, do prato feito, do chão da fábrica.

É nóis, América, SIN DUDAS, você nunca ficou em tão boas e abençoadas mãos.