É algo que vai além da palavra saudade, é a ausência, é o desassossego, é a inquietação, são as
vibrações rebeldes de um coração solitário, é um sentimento tão forte
que chega a abraçar tempestades.
São as marcas espalhadas pelo tapete da sala.
São as marcas espalhadas pelo tapete da sala.
Um
céu nublado. Um beijo que ficou e que teimosamente não morreu no ar, muito pelo
contrário, corre no embalo do vento. Um olhar fixo que aprisiona os
sentidos.
É a brisa. É ela aceitando o convite de dançar uma música lenta
no final da festa. É a lembrança do adeus na estação de trem. A
despedida.
A
expectativa de chegar na última frase do romance.
São as ilusões da
juventude que fugiram pela porta dos fundos, enquanto todos asssistiam a
televisão.
O inevitável piscar de olhos. Seria o vacilo?
É
a eterna volta pra casa. É descobrir que há estrelas caídas, além das
rosas cheias de espinhos. Rosário da nostalgia. Vontade de visitar o
passado, só pra encontrar o tesouro antes dos piratas.
Uma
vontade de navegar pelos sete mares, só pra conferir pessoalmente
se a terra é redonda, se é verdade que tudo gira nesse planeta azul,
onde a saudade pode ser uma simples tarde de chuva, quem sabe apenas um
começo, mas, provavelmente, o fim.

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