domingo, 15 de julho de 2012

SE FOSSE SÓ SENTIR SAUDADES, MAS...



É algo que vai além da palavra saudade, é a ausência, é o desassossego, é a inquietação, são as vibrações rebeldes de um coração solitário, é um sentimento tão forte que chega a abraçar tempestades. 

São as marcas espalhadas pelo tapete da sala.
 
Um céu nublado. Um beijo que ficou e que teimosamente não morreu no ar, muito pelo contrário, corre no embalo do vento. Um olhar fixo que aprisiona os sentidos. 
É a brisa. É ela aceitando o convite de dançar uma música lenta no final da festa. É a lembrança do adeus na estação de trem. A despedida.
 
A expectativa de chegar na última frase do romance. 
São as ilusões da juventude que fugiram pela porta dos fundos, enquanto todos asssistiam a televisão. 
O inevitável piscar de olhos. Seria o vacilo?
 
É a eterna volta pra casa. É descobrir que há estrelas caídas, além das rosas cheias de espinhos. Rosário da nostalgia. Vontade de visitar o passado, só pra encontrar o tesouro antes dos piratas.
 
Uma vontade de navegar pelos sete mares, só pra conferir pessoalmente se a terra é redonda, se é verdade que tudo gira nesse planeta azul, onde a saudade pode ser uma simples tarde de chuva, quem sabe apenas um começo, mas, provavelmente, o fim.

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