Que pena. Essa foi a
primeira sensação que tive quando li a notícia do seu fechamento. Afinal, agora é certo que vai fazer parte dos dias que vão pra nunca mais voltar.
Meu caro amigo, Playcenter,
gostaria de dizer que os seus dias de maiores glórias coincidiram com a minha
adolescência e juventude. És um grande personagem na galeria dos quarentões e trintões como
eu.
Ah, Playcenter, sabes
quantas aventuras me proporcionou? Sabes a
importância que teve em várias das minhas tardes de domingo lá pelos idos dos
anos de 1990?
Como esquecer a paisagem
surreal do seu arquitetônico espaço de brinquedos. E as excursões no tempo da
escola, sempre algo inesquecível, foi assim no tempo em que nós brincávamos com
você.
Nenhum outro parque mereceu
tanta atenção na vida do paulistano quanto você.
Há outros parques espalhados
por aí, aliás, dizem que vão abrir outro mais moderno no seu lugar, mas com
você passava algo distinto, era senhor de um clima festeiro e de diversão sem
igual, suas filas lotadas eram cenários de paqueras e brincadeiras sempre sob o
som de músicas em ritmo de baladas.
Marcantes momentos da minha
adolescência correram em teus brinquedos, sempre com afinidade e entusiasmo.
Os braços abertos no
Evolution, os braços pra cima no Barco Viking. E quantos outros instigantes brinquedos.
Que divertido!
Realmente sabias como
alegrar. Quantas risadas, quantas emoções, quantas quedas, quantos saltos e sobrevoos nos seus brinquedos, quantos beijos juvenis e descontraídos nas suas quilométricas filas.
No seu espaço muitos jovens
e crianças sonharam divertidos e ingênuos sonhos; e eu fui um deles, obrigado.
Adeus, Playcenter, a vida
segue, o tempo passa, as gerações mudam, mas, por mais que acabem, algumas coisas nunca se movem, tenha a certeza disso, quem te conheceu,
quem fez parte da tua história, jamais te esquecerá.

Nenhum comentário:
Postar um comentário