A Revista Época desta semana traz
como capa uma reportagem com questionamentos sobre o Facebook, do tipo: As
redes sociais estão nos isolando atrás da tela do computador? As amizades estão
superficiais? É possível criar amizade verdadeira pela internet e ainda cultivá-las?
Essas abordagens são feitas por meio de histórias de interações virtuais,
algumas teses de pesquisadores, citações de filósofos, pensatas nocivas e positivas
sobre o assunto.
Em meio aos vários dilemas que o
texto traz, destaco um alerta sobre a obsessão de querer contabilizar amigos,
criando uma ilusória sensação de familiaridade geral com tudo e com todos.
A
matéria apresenta a tese do psicólogo Robin Dunbar na qual conclui que o ser
humano só é capaz de registrar na mente, de modo afetivo e sentimental, cerca
de 150 pessoas.
Aproveito a deixa para lembrar
que já na antiguidade, os romanos ensinavam que, normalmente, a quantidade de rostos
que alguém pode armazenar na memória, no sentindo de ter uma relação de
amizade, corresponde à faixa de 130 pessoas.
Não à toa que, no Império Romano, os lendários batalhões tinham a formação de 130 soldados. Com essa quantidade as centúrias mantinham, entre os seus componentes, um laço de amizade, deixando a legião
mais unida e, consequentemente, mais forte e combativa no campo de batalha.
Eu particularmente acho que é bem
por aí. 130, 150 ou um pouco mais, com certeza até por questão social, metafísica e do dia ter apenas 24 horas, é praticamente impossível ter na prática elos de amizade, amor e considerarção com milhões de amigos.
Até que tenho um número alto de amigos virtuais, todavia, não posso confundir os que ficam só nos contatos “facebookianos” com os amigos de estrada, os chegados e chegadas com quem de fato registrei e registro o convívio na sua real essência.
Até que tenho um número alto de amigos virtuais, todavia, não posso confundir os que ficam só nos contatos “facebookianos” com os amigos de estrada, os chegados e chegadas com quem de fato registrei e registro o convívio na sua real essência.
Gosto do facebook em vários
sentidos, desde manter contato com amigos distantes, passando por reencontrar
velhos camaradas às divulgações de ideias. É claro que há muita merda também, mas aí
cabe a cada um sublinhar o que há de bom e interessante e, principalmente, ter
um certo controle, já que, na minha opinião, rouba muito tempo. E outra, não há
aplicativo melhor do que o ao vivo e à cores.
Viver só tem ritmo e beleza
quando caminhamos por aí, nos momentos em que falamos com os amigos direto da superfície e da profundidade
da vida. Sem essa de passar horas compartilhando e cutucando. Aí não, rsrs.

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