domingo, 23 de setembro de 2012

FACEBOOK, OS MILHÕES DE AMIGOS E OS 130 QUE FICAM AFETIVAMENTE NA MEMÓRIA





A Revista Época desta semana traz como capa uma reportagem com questionamentos sobre o Facebook, do tipo: As redes sociais estão nos isolando atrás da tela do computador? As amizades estão superficiais? É possível criar amizade verdadeira pela internet e ainda cultivá-las?

Essas abordagens são feitas por meio de histórias de interações virtuais, algumas teses de pesquisadores, citações de filósofos, pensatas nocivas e positivas sobre o assunto.

Em meio aos vários dilemas que o texto traz, destaco um alerta sobre a obsessão de querer contabilizar amigos, criando uma ilusória sensação de familiaridade geral com tudo e com todos. 

A matéria apresenta a tese do psicólogo Robin Dunbar na qual conclui que o ser humano só é capaz de registrar na mente, de modo afetivo e sentimental, cerca de 150 pessoas. 

Aproveito a deixa para lembrar que já na antiguidade, os romanos ensinavam que, normalmente, a quantidade de rostos que alguém pode armazenar na memória, no sentindo de ter uma relação de amizade, corresponde à faixa de 130 pessoas. 

Não à toa que, no Império Romano, os lendários batalhões tinham a formação de 130 soldados. Com essa quantidade as centúrias mantinham, entre os seus componentes, um laço de amizade, deixando a legião mais unida e, consequentemente, mais forte e combativa no campo de batalha. 

Eu particularmente acho que é bem por aí. 130, 150 ou um pouco mais, com certeza até por questão social, metafísica e do dia ter apenas 24 horas, é praticamente impossível ter na prática elos de amizade, amor e considerarção com milhões de amigos.

Até que tenho um número alto de amigos virtuais, todavia, não posso confundir os que ficam só nos contatos “facebookianos” com os amigos de estrada, os chegados e chegadas com quem de fato registrei e registro o convívio na sua real essência.

Gosto do facebook em vários sentidos, desde manter contato com amigos distantes, passando por reencontrar velhos camaradas às divulgações de ideias. É claro que há muita merda também, mas aí cabe a cada um sublinhar o que há de bom e interessante e, principalmente, ter um certo controle, já que, na minha opinião, rouba muito tempo. E outra, não há aplicativo melhor do que o ao vivo e à cores. 

Viver só tem ritmo e beleza quando caminhamos por aí, nos momentos em que falamos com os amigos direto da superfície e da profundidade da vida. Sem essa de passar horas compartilhando e cutucando. Aí não, rsrs.

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