domingo, 30 de dezembro de 2012

DOIS MIL E TREZE


A todos os amigos e amigas que esse ano seja um clarão de sorrisos largos, muita música, papo cabeça, conversa boa, livros, pé na estrada, um olá por culturas diversas, amores e amizades à vista, leves e gostosos desatinos.

AH! E, é claro, que ele venha despejando saúde, paz e felicidades em nossos horizontes, tocado pelo vento das paixões e embalado pelo nascer do sol.

Que seja também um ano de aprendizado: vencer desafios, ganhar nem que seja no finzinho do segundo tempo; que possamos ter a manha e a humildade de aprender a perdoar, conviver e libertar não só o próximo, mas a nós mesmos.

É isso aí! Um Feliz 2013!

Eh, não esqueçam, qualquer novidade: alegre ou triste: eu ligo ou vocês me ligam, sabe como é, estamos aí pra isso, espero ter o prazer de encontrá-los nos próximos dozes meses. O meu forte abraço! Amizade, sempre!

sábado, 22 de dezembro de 2012

ELA VOLTOU




PODE COMEMORAR meu caro Wagner Braz. Bons sinais para os amantes do velho, bom e sempre preciso rock and roll, como o meu amigo Wander Von que não aguentava mais a falta de opção roqueira nas estações de rádio, enquanto dirigia pelas alamedas de São Caetano. Já que o mundo não acabou, ela aproveitou para renascer, a lendária 89 A Rádio Rock está de volta. 

E hoje o primeiro som que eu escutei quando a sintonizei foi Ramones tocando Louis Armstrong. Realmente é ALGO PRA SE COMEMORAR não só pela programação: Beatles, Janis, Led, Doors... Mas pela qualidade de informação, entretenimento e de produção no geral que sempre caracterizou esse mítico veículo de comunicação paulistano. Quem mora em outra latitude, muito além Sampa, pode acompanhar pela internet. É ISSO AÍ. BOA SORTE, 89!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O FIM DO MUNDO SEGUNDO O MAD MAX E NA VOZ DA TINA TURNER


 

Numa pausa pro café, conversando com o meu amigo e 
editor de arte André Vido Mangano sobre filmes apocalípticos, lembramos do Mad Max, que tem o Mel Gibson quase que debutando na carreira de ator e tem essa música arrebatadora da Tina Turner nesse clássico dos anos de 1980. Filmaço!

domingo, 16 de dezembro de 2012

MUNDO É DOS LOUCOS E OS LOUCOS DO CORINTHIANS




Gramado de Yokohama, Japão, 16/12/2012.

Eh, Timão! A tua garra é incontrolável.

A conquista mundial veio, cheia de raça e de força, com o gol de um jogador chamado Guerrero, peruano e agora Zona Leste, com o goleiro que virou uma muralha da China e com o time todo jogando bem, tocando e lutando até o final.
E como foi emocionante ver o mundo do futebol ser ‘corinthianizado’ por esse time que é puro delírio indescritível.

Uma vitória completa, vibrante e apaixonante que fez a sua fiel torcida explodir, descontrolar-se, saltar, pular e comemorar até dizer: "Chega por hoje".

Eis um dia inesquecível para a sua história, hoje o mundo é seu e nada, dentro do futebol, nada pode ser maior.

Valeu Coringão! Sempre tão guerreiro, sempre tão favela e agora Campeão Mundial.

domingo, 9 de dezembro de 2012

BOAS INTENÇÕES



A chuva parou. Vamos dar uma volta. Precisamos comprar mais cerveja. Logo mais à noite tem blues, tem beijos, tem mãos dadas, tem aqueles caprichos das estrelas e eu quero voltar a girar em sua órbita. Tenho intenções de curtir aquela mistura de alegria e prazer que se detém em tua carne.

sábado, 8 de dezembro de 2012

CHOVE LÁ FORA, ENQUANTO ISSO...


Aproveito para assistir alguns filmes. Acabei de ver o Justiça Infinita, que é baseado na história real de um jornalista americano e judeu que foi morto tentando fazer uma matéria sobre a Al-Qaeda. É... maldade, infelizmente, é o que não falta nesse mundo maluco. E como são suspeitas e perigosas todas essas relações que chamamos de política internacional. Gostei do filme. Recomendo.

MUNDO ANIMAL




Gastando um tempinho na internet. Entre uma conversa via face e umas leituras de blogs e sites de literatura, jornalismo e viagens acabei encontrando essa foto que achei genial. Pena que tá sem o nome do autor, mas compartilho por aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

VALEU, OSCAR!



“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.
“Nossa passagem pela vida é rápida. Cada um vem, conta sua história, vai embora e depois ela será apagada para sempre. A vida continua.
“Depois dos 70 a gente começa a se despedir dos amigos. O que vale é a vida inteira, cada minuto também, e acho que passei bem por ela.
(Oscar Niemeyer – completaria 105 anos no próximo dia 15)

RECORTE





NOITE ADENTRO, barulho de chuva, o avesso da Lua, canto de amor, uma canção de Bob Dylan, castelo de cartas: rei de paus e rainha de copas; no canto da sala um íntimo retorno.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

NA PRAIA DA LIBERDADE FEMININA





Verônica, em meio a tantos conflitos e questionamentos, em meio ao desassossego das escolhas, poderia afundar, mas bóia. Ela só quer navegar do seu jeito pelas ilhas oscilantes da vida. Ela quer viver paixões sem nomes e sem datas, de preferência, à beira mar. Assisti ontem o filme Era Uma Vez Eu, Verônica”. Gostei.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

POETA, 82 ANOS, UM EXEMPLO DE ENERGIA E SIMPATIA



“Uma vez, discuti feio sobre determinada situação. Fiquei sozinho em casa, cheio de razão e triste pra cacete. Então, pra que querer ter sempre razão? Não quero ter razão, quero é ser feliz."
disse Ferreira Gullar:

Mais de oito décadas de prosa e versos, poeta, escritor e colunista da Folha de São Paulo, pegou o carro e veio, em pleno domingão (neste último)

do Rio de Janeiro, onde mora, para São Paulo, dar uma palestra sobre poesia na Casa das Rosas, na Avenida Paulista.
 

Durante o evento, esbanjou simpatia e bom humor somado a uma intelectualidade fora do comum. Contou as suas histórias ligadas a cultura e a política nacional. Falou sobre o papel da poesia e a invenção do próprio fazer poético. “O homem nasce incompleto por isso ele precisa inventar. Inventou Deus, inventou a cidade...”.

E é claro, aproveitei e levei uma antiga edição do livro “Dentro da Noite Veloz” incluindo “O Poema Sujo” pra ele autografar.
 
 
Obrigado, Gullar!

Ah, e valeu pela dica e companhia desse programão literário senhorita Ingrid De Werk Würzler.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O LUGAR





Lembro de quando estive lá. Tanto tempo se passou, mas nunca me esqueci daquele lugar, da vastidão verdejante da sua paisagem, dos voos multicoloridos daqueles pássaros. Ah, se eu pudesse voltar no tempo, pegar novamente aquela estrada que segue por trás dos vales, além das plantações de milho. 

Depois da sequência de curvas tem um posto de gasolina com um restaurante, onde tomei café com pão na chapa, olhando o sol nascer com ares de verão. Afinal, era algum dia de janeiro.

Recordo perfeitamente onde é a parada do ônibus em que saltei antes que o ônibus chegasse na fronteira. Também recordo de uma senhora que estava na poltrona ao lado, ela me disse: “Boa viagem, meu filho, juízo!”

Poucas vezes experimentei tanta aventura com o simples fato de estar fora dos limites da rotina de trabalho e de casa, longe de todos os afazeres. Que maravilha!

Poucas vezes senti tanta alegria por entregar uma rosa para aquela linda garçonete de tranças. Nada como um sentimento bem colocado numa pétala.
Certa vez o jornalista Jotabê Medeiros escreveu mais ou menos assim: “Não sei se é eu que fico nos lugares, ou se são os lugares que ficam em mim. Talvez as duas coisas”. 

Eu acho que é bem por aí.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A ARTE DE ABRIR OS OLHOS PARA AS VERDADEIRAS ATRAÇÕES DA VIDA





A mente refletindo na direção de um céu amarelo-alaranjado. Penso nos rumos que a vida toma, em algumas mudanças que nos viram pelo avesso. Equívocos, mal-entendidos, ciladas e vacilos que, de repente, põem tudo a perder.

Uma sensação de apreensão e nenhuma saída de fácil acesso. De certo, somente tantas perguntas e pouquíssimas respostas que o mundo nos oferece.

Talvez a melhor ideia seja deixar os questionamentos de lado, já que ninguém pode explicar esse mundo maluco. Sem falar nas respostas que só servem para afogar as nossas melhores intenções. 

É melhor deixar pra lá e tentar seguir em frente na tranquilidade de um monge caminhando ao Sul da Tailândia. 

Compreensões que vão além do nosso entendimento à parte. A verdade é que a vida pode ser muito boa e não vamos deixar que nenhum homem-bomba convença-nos do contrário.

E esse lado cheio de luz, harmonia e cores, que vale a pena viver, passa ao largo da tal felicidade idealizada em propagandas.

Eu não falo disso e nem acredito nessa tal felicidade. Falo de momentos e de coisas que são simples de sacar como voltar pra casa depois de uma viagem bacana e dar um abraço naquela pessoa querida. Falo das coisas boas como o quadril de uma mulher e o sorvete de milho verde. Falo de andar na praia na companhia de um sol radiante. Falo de reunir os amigos e os familiares para curtir uma tarde de domingo. Falo em tomar um café puro com pão na chapa numa parada de beira de estrada. 

Falo de pequenas, mas sublimes situações e cenas que muitas vezes acabamos não dando importância porque estamos preocupados em ficar cheio da grana, em ser bem-sucedido, em comprar o melhor carro, em ser melhor que o outro. Passamos a vida atribuindo valores demasiados aos bens materiais.
Tudo bobagem e ilusão diante da grandeza da vida. 

Dinheiro é bom, claro que é, mas calma aí. Só é válido dentro de uma serenidade.  

Tais preocupações egocêntricas não permitem que possamos ver e saber viver com aquilo que nos faz essencialmente melhores e, sobretudo, mais felizes. 

Dias melhores e mais verdadeiros para todos nós. Só precisamos ficar ligados no que realmente merece ser valorizado.  É isso aí!

sábado, 3 de novembro de 2012

A LOUCURA QUE SALVA E DIVERTE!





A loucura é a nossa lucidez como li, certa vez, no texto de algum intelectual cujo nome agora foge da minha memória. 


Particularmente eu creio num tipo de loucura que, meio como uma obrigação humanística, serve para articular e alegrar a natureza escorregadia e complexa do sentimento humano. 


Não me refiro à loucura clínica e obscura (rsrsrs), não é isso, mas uma loucura que cai no conto da diversão, no teatro da alegria de viver, igual à cena da mesa do filme Hair (que fiz questão de postar a foto como ilustração). Um rock-musical que narra a história de um grupo hippies que propagam a “Era de Aquário”, levando uma vida boemia e lutando contra o conservadorismo da sociedade americana da época. 


Falo da loucura como uma experiência artística, na qual poderia exemplificar citando artistas como Salvador Dalí e Andy Warhol, cujas obras têm ressonâncias de pirações, porém, possuem todo um conceito de ideias.  

Evoco a loucura usada para ser recusa à caretice, ao moralismo fanático. A loucura que é a favor da vida e contra o mal, algo necessário para seguirmos em frente, caminhar, levar a vida de maneira bem-humorada.

Ah, mundão esquisito, você que direto e reto vira um velho ranziza cheio de atitudes escrotas, nada a ver com nada, precisa muitas vezes de uma profundidade de loucura para ser um habitat mais interessante.


E outra, essa loucura que me refiro, expande os limites da nossa criatividade, viabiliza o nosso conhecimento sobre a vida.

Nesse mesmo mundão, onde ser “exemplo de pessoa” virou uma chatice de total falsidade e não uma questão natural de estilo de vida, nada melhor do que contar com pessoas que vivem do jeito que gostam e são o que são.


Jack Kerouac descreveu muito bem no livro On The Road o encantamento que as pessoas tidas como loucas transmitem:
“porque, para mim, pessoas são os loucos, os que estão loucos para viver, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifícios...”

É meus caros amigos, essas espécies de malucos são mais importantes, em nossas vidas, do que se propõe a imaginar a nossa vã filosofia. Tenho vários amigos que são o retrato perfeito desse grau doido-bacana de ser. O meu amigo Zéca, lá de Patu, no Rio Grande do Norte, o figura que esta nessa foto abaixo,
é um exemplo, entre tantos, dos que eu conheço.




Um brinde à loucura que floresce das situações mais simples e banais do dia a dia, seja numa roda de amigos, seja num jantar de gala, seja ao lado da pessoa amada. A esses nobres loucos que têm a imensa capacidade de criar momentos hilários, mesclando loucura com diversão, ambientado sorrisos e gargalhadas onde estava fadado para ser chato e sem graça, deixo aqui as mais sinceras congratulações.

Obrigado! Pois sem essa loucura a vida não tem muita graça.