Lembro de quando estive lá. Tanto
tempo se passou, mas nunca me esqueci daquele lugar, da vastidão verdejante da
sua paisagem, dos voos multicoloridos daqueles pássaros. Ah, se eu pudesse
voltar no tempo, pegar novamente aquela estrada que segue por trás dos vales, além
das plantações de milho.
Depois da sequência de
curvas tem um posto de gasolina com um restaurante, onde tomei café com pão na chapa,
olhando o sol nascer com ares de verão. Afinal, era algum dia de janeiro.
Recordo perfeitamente onde é
a parada do ônibus em que saltei antes que o ônibus chegasse na fronteira. Também recordo de uma senhora que estava na poltrona ao lado, ela me disse: “Boa viagem, meu filho, juízo!”
Poucas vezes experimentei
tanta aventura com o simples fato de estar fora dos limites da rotina de
trabalho e de casa, longe de todos os afazeres. Que maravilha!
Poucas vezes senti tanta
alegria por entregar uma rosa para aquela linda garçonete de tranças. Nada como
um sentimento bem colocado numa pétala.
Certa vez o jornalista Jotabê
Medeiros escreveu mais ou menos assim: “Não sei se é eu que fico nos lugares,
ou se são os lugares que ficam em mim. Talvez as duas coisas”.

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