segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O LUGAR





Lembro de quando estive lá. Tanto tempo se passou, mas nunca me esqueci daquele lugar, da vastidão verdejante da sua paisagem, dos voos multicoloridos daqueles pássaros. Ah, se eu pudesse voltar no tempo, pegar novamente aquela estrada que segue por trás dos vales, além das plantações de milho. 

Depois da sequência de curvas tem um posto de gasolina com um restaurante, onde tomei café com pão na chapa, olhando o sol nascer com ares de verão. Afinal, era algum dia de janeiro.

Recordo perfeitamente onde é a parada do ônibus em que saltei antes que o ônibus chegasse na fronteira. Também recordo de uma senhora que estava na poltrona ao lado, ela me disse: “Boa viagem, meu filho, juízo!”

Poucas vezes experimentei tanta aventura com o simples fato de estar fora dos limites da rotina de trabalho e de casa, longe de todos os afazeres. Que maravilha!

Poucas vezes senti tanta alegria por entregar uma rosa para aquela linda garçonete de tranças. Nada como um sentimento bem colocado numa pétala.
Certa vez o jornalista Jotabê Medeiros escreveu mais ou menos assim: “Não sei se é eu que fico nos lugares, ou se são os lugares que ficam em mim. Talvez as duas coisas”. 

Eu acho que é bem por aí.

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