A mente refletindo na
direção de um céu amarelo-alaranjado. Penso nos rumos que a vida toma, em
algumas mudanças que nos viram pelo avesso. Equívocos, mal-entendidos, ciladas
e vacilos que, de repente, põem tudo a perder.
Uma sensação de apreensão e
nenhuma saída de fácil acesso. De certo, somente tantas perguntas e
pouquíssimas respostas que o mundo nos oferece.
Talvez a melhor ideia seja
deixar os questionamentos de lado, já que ninguém pode explicar esse mundo
maluco. Sem falar nas respostas que só servem para afogar as nossas melhores
intenções.
É melhor deixar pra lá e
tentar seguir em frente na tranquilidade de um monge caminhando ao Sul da Tailândia.
Compreensões que vão além do
nosso entendimento à parte. A verdade é que a vida pode ser muito boa e não
vamos deixar que nenhum homem-bomba convença-nos do contrário.
E esse lado cheio de luz,
harmonia e cores, que vale a pena viver, passa ao largo da tal felicidade
idealizada em propagandas.
Eu não falo disso e nem
acredito nessa tal felicidade. Falo de momentos
e de coisas que são simples de sacar como voltar pra casa depois de uma viagem
bacana e dar um abraço naquela pessoa querida. Falo das coisas boas como o
quadril de uma mulher e o sorvete de milho verde. Falo de andar na praia na
companhia de um sol radiante. Falo de reunir os amigos e os familiares para
curtir uma tarde de domingo. Falo em tomar um café puro com pão na chapa numa
parada de beira de estrada.
Falo de pequenas, mas sublimes
situações e cenas que muitas vezes acabamos não dando importância porque
estamos preocupados em ficar cheio da grana, em ser bem-sucedido, em comprar o
melhor carro, em ser melhor que o outro. Passamos a vida atribuindo valores
demasiados aos bens materiais.
Tudo bobagem e ilusão diante
da grandeza da vida.
Dinheiro é bom, claro que é, mas calma
aí. Só é válido dentro de uma serenidade.
Tais preocupações egocêntricas
não permitem que possamos ver e saber viver com aquilo que nos faz
essencialmente melhores e, sobretudo, mais felizes.
Dias melhores e mais
verdadeiros para todos nós. Só precisamos ficar ligados no que realmente merece ser valorizado. É isso aí!

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