Verônica, em meio a tantos conflitos e questionamentos, em meio ao desassossego das escolhas, poderia afundar, mas bóia. Ela só quer navegar do seu jeito pelas ilhas oscilantes da vida. Ela quer viver paixões sem nomes e sem datas, de preferência, à beira mar. Assisti ontem o filme “Era Uma Vez Eu, Verônica”. Gostei.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
NA PRAIA DA LIBERDADE FEMININA
Verônica, em meio a tantos conflitos e questionamentos, em meio ao desassossego das escolhas, poderia afundar, mas bóia. Ela só quer navegar do seu jeito pelas ilhas oscilantes da vida. Ela quer viver paixões sem nomes e sem datas, de preferência, à beira mar. Assisti ontem o filme “Era Uma Vez Eu, Verônica”. Gostei.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
POETA, 82 ANOS, UM EXEMPLO DE ENERGIA E SIMPATIA
“Uma vez, discuti feio sobre determinada situação. Fiquei sozinho em casa, cheio de razão e triste pra cacete. Então, pra que querer ter sempre razão? Não quero ter razão, quero é ser feliz."
disse Ferreira Gullar:
Mais de oito décadas de prosa e versos, poeta, escritor e colunista da Folha de São Paulo, pegou o carro e veio, em pleno domingão (neste último)
do Rio de Janeiro, onde mora, para São Paulo, dar uma palestra sobre poesia na Casa das Rosas, na Avenida Paulista.
Mais de oito décadas de prosa e versos, poeta, escritor e colunista da Folha de São Paulo, pegou o carro e veio, em pleno domingão (neste último)
do Rio de Janeiro, onde mora, para São Paulo, dar uma palestra sobre poesia na Casa das Rosas, na Avenida Paulista.
Durante o evento, esbanjou simpatia e bom humor somado a uma
intelectualidade fora do comum. Contou as suas histórias ligadas a
cultura e a política nacional. Falou sobre o papel da poesia e a
invenção do próprio fazer poético. “O homem nasce incompleto por isso
ele precisa inventar. Inventou Deus, inventou a cidade...”.
E é claro, aproveitei e levei uma antiga edição do livro “Dentro da Noite Veloz” incluindo “O Poema Sujo” pra ele autografar.
E é claro, aproveitei e levei uma antiga edição do livro “Dentro da Noite Veloz” incluindo “O Poema Sujo” pra ele autografar.
Obrigado, Gullar!
Ah, e valeu pela dica e companhia desse programão literário senhorita Ingrid De Werk Würzler.
Ah, e valeu pela dica e companhia desse programão literário senhorita Ingrid De Werk Würzler.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
O LUGAR
Lembro de quando estive lá. Tanto
tempo se passou, mas nunca me esqueci daquele lugar, da vastidão verdejante da
sua paisagem, dos voos multicoloridos daqueles pássaros. Ah, se eu pudesse
voltar no tempo, pegar novamente aquela estrada que segue por trás dos vales, além
das plantações de milho.
Depois da sequência de
curvas tem um posto de gasolina com um restaurante, onde tomei café com pão na chapa,
olhando o sol nascer com ares de verão. Afinal, era algum dia de janeiro.
Recordo perfeitamente onde é
a parada do ônibus em que saltei antes que o ônibus chegasse na fronteira. Também recordo de uma senhora que estava na poltrona ao lado, ela me disse: “Boa viagem, meu filho, juízo!”
Poucas vezes experimentei
tanta aventura com o simples fato de estar fora dos limites da rotina de
trabalho e de casa, longe de todos os afazeres. Que maravilha!
Poucas vezes senti tanta
alegria por entregar uma rosa para aquela linda garçonete de tranças. Nada como
um sentimento bem colocado numa pétala.
Certa vez o jornalista Jotabê
Medeiros escreveu mais ou menos assim: “Não sei se é eu que fico nos lugares,
ou se são os lugares que ficam em mim. Talvez as duas coisas”.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
A ARTE DE ABRIR OS OLHOS PARA AS VERDADEIRAS ATRAÇÕES DA VIDA
A mente refletindo na
direção de um céu amarelo-alaranjado. Penso nos rumos que a vida toma, em
algumas mudanças que nos viram pelo avesso. Equívocos, mal-entendidos, ciladas
e vacilos que, de repente, põem tudo a perder.
Uma sensação de apreensão e
nenhuma saída de fácil acesso. De certo, somente tantas perguntas e
pouquíssimas respostas que o mundo nos oferece.
Talvez a melhor ideia seja
deixar os questionamentos de lado, já que ninguém pode explicar esse mundo
maluco. Sem falar nas respostas que só servem para afogar as nossas melhores
intenções.
É melhor deixar pra lá e
tentar seguir em frente na tranquilidade de um monge caminhando ao Sul da Tailândia.
Compreensões que vão além do
nosso entendimento à parte. A verdade é que a vida pode ser muito boa e não
vamos deixar que nenhum homem-bomba convença-nos do contrário.
E esse lado cheio de luz,
harmonia e cores, que vale a pena viver, passa ao largo da tal felicidade
idealizada em propagandas.
Eu não falo disso e nem
acredito nessa tal felicidade. Falo de momentos
e de coisas que são simples de sacar como voltar pra casa depois de uma viagem
bacana e dar um abraço naquela pessoa querida. Falo das coisas boas como o
quadril de uma mulher e o sorvete de milho verde. Falo de andar na praia na
companhia de um sol radiante. Falo de reunir os amigos e os familiares para
curtir uma tarde de domingo. Falo em tomar um café puro com pão na chapa numa
parada de beira de estrada.
Falo de pequenas, mas sublimes
situações e cenas que muitas vezes acabamos não dando importância porque
estamos preocupados em ficar cheio da grana, em ser bem-sucedido, em comprar o
melhor carro, em ser melhor que o outro. Passamos a vida atribuindo valores
demasiados aos bens materiais.
Tudo bobagem e ilusão diante
da grandeza da vida.
Dinheiro é bom, claro que é, mas calma
aí. Só é válido dentro de uma serenidade.
Tais preocupações egocêntricas
não permitem que possamos ver e saber viver com aquilo que nos faz
essencialmente melhores e, sobretudo, mais felizes.
Dias melhores e mais
verdadeiros para todos nós. Só precisamos ficar ligados no que realmente merece ser valorizado. É isso aí!
sábado, 3 de novembro de 2012
A LOUCURA QUE SALVA E DIVERTE!
A
loucura é a nossa lucidez como li, certa vez, no texto de algum intelectual
cujo nome agora foge da minha memória.
Particularmente eu creio num tipo de loucura que, meio como uma obrigação humanística, serve para articular e alegrar a natureza escorregadia e complexa do sentimento humano.
Particularmente eu creio num tipo de loucura que, meio como uma obrigação humanística, serve para articular e alegrar a natureza escorregadia e complexa do sentimento humano.
Não
me refiro à loucura clínica e obscura (rsrsrs), não é isso, mas uma loucura que
cai no conto da diversão, no teatro da alegria de viver, igual à cena da mesa
do filme Hair (que fiz questão de postar a foto como ilustração). Um
rock-musical que narra a história de um grupo hippies que propagam a “Era de
Aquário”, levando uma vida boemia e lutando contra o conservadorismo da
sociedade americana da época.
Falo
da loucura como uma experiência artística, na qual poderia exemplificar citando
artistas como Salvador Dalí e Andy Warhol, cujas obras têm
ressonâncias de pirações, porém, possuem todo um conceito de ideias.
Evoco
a loucura usada para ser recusa à caretice, ao moralismo fanático. A loucura
que é a favor da vida e contra o mal, algo necessário para seguirmos em frente,
caminhar, levar a vida de maneira bem-humorada.
Ah,
mundão esquisito, você que direto e reto vira um velho ranziza cheio de
atitudes escrotas, nada a ver com nada, precisa muitas vezes de uma
profundidade de loucura para ser um habitat mais interessante.
E outra, essa loucura que me refiro, expande os limites da nossa criatividade, viabiliza o nosso conhecimento sobre a vida.
E outra, essa loucura que me refiro, expande os limites da nossa criatividade, viabiliza o nosso conhecimento sobre a vida.
Nesse
mesmo mundão, onde ser “exemplo de pessoa” virou uma chatice de total falsidade
e não uma questão natural de estilo de vida, nada melhor do que contar com
pessoas que vivem do jeito que gostam e são o que são.
Jack
Kerouac descreveu
muito bem no livro On The Road o encantamento que as pessoas tidas como
loucas transmitem:
“porque,
para mim, pessoas são os loucos, os que estão loucos para viver, que querem
tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões,
mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifícios...”
É
meus caros amigos, essas espécies de malucos são mais importantes, em nossas
vidas, do que se propõe a imaginar a nossa vã filosofia. Tenho vários amigos
que são o retrato perfeito desse grau doido-bacana de ser. O meu amigo Zéca,
lá de Patu, no Rio Grande do Norte, o figura que esta nessa foto
abaixo,
é um exemplo, entre tantos, dos que eu conheço.
é um exemplo, entre tantos, dos que eu conheço.
Um
brinde à loucura que floresce das situações mais simples e banais do dia a dia,
seja numa roda de amigos, seja num jantar de gala, seja ao lado da pessoa amada.
A esses nobres loucos que têm a imensa capacidade de criar momentos hilários,
mesclando loucura com diversão, ambientado sorrisos e gargalhadas onde estava
fadado para ser chato e sem graça, deixo aqui as mais sinceras congratulações.
Obrigado! Pois sem essa loucura a vida não tem muita graça.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
UMA BELA CANTIGA PARA EQUILIBRAR-SE EM BOA COMPANHIA
O amor como uma tábua de salvação depois de alguma dessas tempestades
que a vida prega na gente. Foi mais ou menos essa reflexão que veio na
minha mente depois de prestar atenção na letra dessa bonita música do
talentoso cancioneiro de Jacarepaguá: Marcelo Camelo.
“Luzes da Cidade/ Coração Solar/ Beijo de chegada /
Hora de entrar em cena/ Eu e a minha pequena /
Jogo só de dois/ Fim da tempestade/ Velha novidade /
O teu sorriso bossa nova / Que esse céu azul se mova / Muito devagar/ ”
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